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Segunda-Feira, 09 de Janeiro de 2023, 10h:04
Saúde mental deve ser o 1º compromisso para 2023
Janeiro Branco é alerta de prevenção

Assessoria Unimed Cuiabá
Cuiabá / MT
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Saúde mental deve ser o 1º compromisso para 2023

O Janeiro Branco é muito importante por ser uma campanha de prevenção

A conscientização e cuidado com a saúde mental tornaram-se inadiáveis no período pós-pandemia de Covid 19 no Brasil e no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que os efeitos negativos da crise sanitária na saúde mental da população, gerou um aumento de 25% nos casos de ansiedade e depressão. Diante deste cenário, a criação de campanhas que promova o cuidado com a saúde mental é fundamental para redução ou agravamento de casos de transtornos no país.

“O Janeiro Branco é muito importante por ser uma campanha de prevenção. Falar de conscientização da saúde mental é fundamental, pois qualidade de vida não é só cuidar da sua saúde física, mas também da sua saúde mental. Quando não a temos, encontramos dificuldade para lidar com a vida, ou seja, perde-se a qualidade de vida”, explica o psiquiatra Dr. João Francisco de Campos, especialista da campanha Aquarela da Saúde – Janeiro Branco 2023 – realizada pela Unimed Cuiabá.

No Brasil, uma pesquisa desenvolvida pela Vital Strategies, organização global de saúde pública, e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), identificou que entre o período pré-pandemia e o 1º trimestre de 2022, houve um aumento de 91,8% de brasileiros que relataram estar ruim ou muito ruim.

Ainda, segundo a pesquisa, o diagnóstico médico da depressão aumentou em 41% entre o período pré-pandêmico e o primeiro trimestre de 2022. Os maiores aumentos verificaram-se entre as mulheres, 39,3%, e nas pessoas com maior escolaridade (12 anos ou mais de estudo), 53,8%.

O termo ‘saúde mental’ é definido pela OMS como a forma como uma pessoa reage às exigências, desafios e mudanças da vida e ao modo como harmoniza suas ideias e emoções, boas e ruins, mas que fazem parte da vida.

A campanha Aquarela da Saúde – Janeiro Branco – prevê a valorização da saúde mental levando informações e dicas à população. No ponto de vista do especialista, ações como essas já têm resultados positivos quando o paciente precisa de ajuda.

“No consultório tenho observado o aumento da procura, as pessoas estão mais conscientes da saúde mental, não tem mais aquele tabu de que a saúde mental é doença mental. As pessoas estão vendo com outro olhar, entendem que ter uma saúde mental equilibrada evita determinadas doenças físicas”, relata João Francisco.

A busca por ajuda também é um reflexo de aumento de casos de doenças como a depressão. Muitas vezes, transtornos ocasionados por situações de stress, em que o Basil está entre os países com maior prevalência do mundo.

“No Brasil, 70% das pessoas têm algum tipo de stress. Às vezes, o próprio ambiente é favorável para esse tipo de situação. O meio ambiente que eu falo é dos relacionamentos humanos, o trabalho, tudo isso, independente da questão genética, favorece o surgimento de sofrimentos. Quando a pessoa não tem um equilíbrio para lidar com essas demandas/conflitos e emoções de uma maneira geral, acaba adoecendo e precisa de ter uma abordagem diferente, poque já surgem os transtornos mentais, como a ansiedade, depressão”, alerta o especialista.

Esse adoecimento mental da população pode ter um impacto maior, quando se leva em conta os pacientes que interromperam seus tratamentos para o reequilíbrio emocional.

“O adoecimento vem acarretando uma maior procura de atestado médico nos consultórios com casos de ansiedade e depressão. Os desdobramentos delas, ou elas associam umas com as outras, gerando mais sofrimento ainda. Por exemplo, a pessoa tem uma depressão, se ela não for cuidada de maneira adequada, ela se perpetua tornando uma depressão resistente e levando as consequências como o suicídio”, pontua o médico.

Saúde mental é questão de saúde pública, pois os prejuízos causados por transtornos mentais afetam as relações sociais, familiares e podem ocasionar queda de desempenho no trabalho e até ausências.

“Tenho enfatizado que além do tratamento medicamentoso, é importante ter acompanhamento psicológico, boa alimentação, práticas de exercício físico e meditação. Isso mexe com o pensamento, mexe com as emoções e isso gera mudanças de melhorias no seu comportamento e melhoria de vida”, recomenda João Francisco.

 

 
 

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